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July 25, 2017

Alain St. Ange withdrew: Seychelles to support Zimbabwe


Alain St Ange, the candidate for the UNWTO Secretary General Position today withdrew from the race.

Earlier today the Seychelles President Danny Faure chaired an Extra-Ordinary Cabinet meeting at which the Seychelles Cabinet considered a formal request from the African Union Commission for Seychelles to withdraw the candidature of Mr. Alain St Ange for the election to the post of Secretary-General of the United Nations World Tourism Organisation.

Having considered the stance taken by Seychelles at the Southern African Development Community (SADC) meeting in March 2016, and at the African Union (AU) meeting of July 2016, where member states, including Seychelles, had unanimously voted to support the Zimbabwean candidate, Cabinet members formally reviewed its decision to support the candidature of Mr. St Ange. This is in line with established practices governing the endorsement process for candidatures within the international system under the AU and SADC frameworks.

Mr. St Ange’s capacity to lead the UNWTO is unquestionable, as is his vast experience in the field of tourism. However, in light of our standing responsibilities and commitments within the context of the African Union, the Seychelles Government has decided to withdraw the candidature of Mr. St Ange for the position of Secretary General.

Seychelles will stand in solidarity with the African Union and support the African Union’s officially endorsed candidate from Zimbabwe in the upcoming election.

The official candidate is the Hon. Walter Mzembi, Minister of Tourism and Hospitality for Zimbabwe.

  • Fernando Zornitta

    O Novo Secretário Geral da UNWTO:
    – O Turismo seguirá pela Economia ou pela Ecologia ?

    Fernando Zornitta – Ambientalista, Arquiteto e Urbanista, Especialista em Lazer, Recreação e Turismo (fzornitta@yahoo.com.br)

    Entre a fatia do planeta que os candidatos à Secretário Geral da OMT defendem e jogam suas cartas e onde estão aqueles que podem lhe angariar votos, certamente estão os interesses de governos, os interesses comerciais da “indústria do turismo”; mas também está um planeta em agonia e uma população que precisa de atividades proativas em função da sustentabilidade ambiental, social, econômica, cultural e ética, em função de uma perspectiva de harmonia e da paz – que o turismo como atividade humana pode ajudar a conquistar, revertendo o caótico caminho apontado pelas ações econométricas, de litígios e disputas, de encampação das paisagens notáveis, os quais esquecem-se do homem, da humanidade e da vida que habita esta nave Terra, que gentilmente nos acolhe.
    O turismo é uma poderosa ferramenta para a promoção da harmonia e da paz planetária, pois favorece o reconhecimento mútuo, o entendimento, a valorização e a preservação das diferentes culturas e do seu patrimônio ambiental; uma melhor distribuição da renda e a inclusão. Junto com o turismo – como atividade humana potencial para essa reversão também estão o lazer e a recreação, o esporte, a espiritualidade, a educação e a cultura, as artes, a ciência e a tecnologia, o trabalho vocacionado como ferramentas disponíveis para realinhar esse triste cenário que construímos na nossa humana evolução.
    Assim como para realinhar o planeta – se é que haverá tempo e condições – são necessários “princípios de convivência humana responsável e um olhar sistêmico para solução dos problemas”; e para o turismo, que tanto pode trazer benefícios como promover efeitos nefastos; esta importante atividade humana precisa destes princípios e de princípios específicos para se guiar, pois é uma atividade que se desenvolve no próprio território e ambiente sociocultural visitado.
    A CARTA DO TURISMO SUSTENTÁVEL, oriundo da Conferência Mundial Sobre Turismo Sustentável, que envolveu diversos organismos das Nações Unidas e que ocorreu em Lanzarote, Ilhas Canárias na Espanha em 1995, deixou-nos importante reflexão e apontou os 18 princípios fundamentais para o turismo “sustentável”. Outras cartas e “recados” deixados pela “sintonias de consciências” em prol desta importante atividade, também apontam nessa direção.
    A economia do turismo faz vistas grossas para a ecologia e a visão de sustentabilidade que é imprescindível para a própria atividade e a “indústria do turismo” chama a si o direcionamento dos empreendimentos, investimentos e norteia as localidades de visitação; transformando a paisagem e desprezando culturas. Os países em desenvolvimento hoje são o principal foco das inversões, pela fraqueza política e ausência do conhecimento por parte dos políticos de plantão – que incentivam pela ótica “econométrica”, enquanto fazem vistas grossas para os aspectos socioculturais e ecológico-ambientais envolvidos.
    Isso fica patente na organização econômica do território, onde a encampação de paisagens notáveis ocorre de maneira escancarada e sem qualquer fundamentação lógica. Não é por acaso que temos equipamentos hoteleiros encima de dunas, falésias; a beira de rios, lagos; empreendimentos turísticos-imobiliários que se instalam de forma colonialista e desrespeitando culturas e comunidades tradicionais, gerando negócios e prestações de serviços que não podem ser prestados pelos locais.
    Essa tipologia de empreendimentos que povoam o nosso território e promovem impactos – embora devessem ajudar a promover a sustentabilidade, a harmonia e a paz – preceito largamente apregoado pela filosofia do turismo; paradoxalmente ajudam a promover a discórdia, a exclusão e a maior concentração de renda, quando não guiados pelos princípios de sustentabilidade, específicos desta atividade.
    Para que a humanidade e o planeta tenham uma chance de se realinhar numa perspectiva de saída do buraco negro em que estamos há séculos sendo enfiados e, principalmente na contemporaneidade, em que só 20% da população do planeta vive bem, enquanto que 80% segue marginalizada e excluída dos avanços e benefícios científicos, tecnológicos, econômicos que nossa humana inteligência desenvolveu e conquistou, o turismo é também uma poderosa ferramenta para fazer uma osmose de benesses de uma parte a outra do planeta e entre as diferentes culturas e sociedades; por isso precisa guiar-se por princípios de sustentabilidade.
    Sendo uma atividade humana que se desenvolve no “território a ser visitado”, precisa valorizar e proteger os elementos que compõe os atrativos ambientais e socioculturais; precisa ater-se ao elemento humano que participa desta atividade – o turista, o habitante e o prestador de serviços e ajudar a compensar as desigualdades.
    Essa preocupação está nos Estatutos da ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE TURISMO já nos seus objetivos e, mais especificamente no ARTIGO 3.º:
    1. O objetivo principal da Organização é o de promover e desenvolver o turismo com vista a contribuir para a expansão econômica, a compreensão internacional, a paz, a prosperidade, bem como para o respeito universal e a observância dos direitos e liberdades humanas fundamentais, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião. A Organização tomará todas as medidas necessárias para atingir este objetivo.
    2. No prosseguimento deste objetivo, a Organização prestará especial atenção aos interesses dos países em vias de desenvolvimento no domínio do turismo.
    O turismo, sendo uma atividade que gera trabalho e renda e favorece o intercâmbio entre culturas, o desenvolvimento local, o fomento da economia e uma melhor distribuição dos recursos financeiros – dentre outros aspectos positivos; precisa embasar-se em princípios éticos, de justiça social e preservação ambiental.
    Embora os aspectos positivos que evoca e que pode trazer se orientado pela ótica do planejamento responsável; o turismo também pode ajudar a concentrar ainda mais os recursos em regiões do planeta; a excluir ainda mais, a favorecer a depreciação ambiental e impactar culturas, se o olhar não for sistêmico e para a sustentabilidade e colaboração ao desenvolvimento.
    O novo Secretário Geral da OMT
    O novo SG da OMT deve ser escolhido dentre aqueles que têm esse olhar “ecológico” para com o planeta e a vida (e para com todos); para com as nações menos favorecidas e não tão somente para defender os mesmos interesses que estão nos conduzindo ao caos civilizatório e planetário. A OMT é uma das agências da ONU das mais proativas e potenciais para ajuda ao desenvolvimento e, por isso, deve saber escolher entre seus pares aquele que fará primeiro a valorização de regiões que têm potencial e que precisam de conhecimento e competências do seu líder máximo e da equipe que comandará esta importante instituição.
    A escolha ocorrerá pelo voto do seu Conselho Executivo e partirá da consciência (ou da falta dela) e da vontade dos seus afiliados, que conviverão depois, durante muitos anos com aquele que escolherão. As forças e as ideologias estão postas à mesa pelos candidatos e o que se aponta no cenário é de que vencerá aquele que tiver apoio dos que estão melhor na foto – no cenário econômico mundial – e daquele(a) que apoiar as nações mais abastadas.
    Mas o seu trabalho não poderá ficar engessado na economia, mas guiar-se pela ecologia atendendo o clamor planetário no ano em que a UNWTO elegeu como o ano do turismo sustentável.

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